sábado, 21 de julho de 2012

Fãs do NX Zero mostram que admiração não é ''modinha''.





Coladas à grade que separa o público do palco estavam três jovens bem arrumadinhas - pelo menos até o início do show. Na bagagem das capixabas, sem contar com esta apresentação, uma coleção de 28 shows do NX Zero. Lais Manuella dos Santos, por exemplo, assistiu treze:

''Fui a todos os shows deles no Espírito Santo, desde 2008, na Pedreira".



Ao lado de Lais, Lívia Barone soma dez apresentações, o dobro da amiga, a terceira espremida na grade, Raiany Pavan. E para quem acha que se tratam daquelas fãs de 'modinhas', que seguem os ídolos da adolescência sem entender nada de música, muito se engana. Segundo Lais, o NX Zero mostrou uma grande evolução desde o primeiro disco, "Diálogo", de 2004.

''Nestes onze anos de banda, eles amadureceram nas gravações. A banda mostrou isso no Rock In Rio, no ano passado" afirma a fã.

Raiany segue a mesma corrente e analisa que o grupo, radicado no 'emocore', conquistou o respeito do público por explorar outros ritmos em seus trabalhos, como a parceria com o rapper Emicida:

"Eles deixaram de lado o rótulo e surpreenderam os fãs, sem deixar de tocar o que sempre tocaram".

Para Lívia, o crescimento da audiência do NX Zero se deve, também, à diminuição do preconceito masculino com o som da banda.

"Antes só as meninas que gostavam"

Responde rápido e se vira para o palco, ao som dos primeiros acordes de uma das principais atrações do Festival de Alegre, o NX Zero.







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